Comentário de Livro: Macunaíma, o Herói sem Nenhum Caráter
Este comentário será breve, uma vez que o livro não só é famoso e icônico, mas elogiado por todos os leitores basicamente. Comigo não foi diferente, o livro é um prazer de ser lido, muito pela fluência e pela tradução tão fiel da (vaga) noção que temos do que é ser brasileiro.
Mário de Andrade, um dos principais expoentes do Modernismo Brasileiro, quis expor nesse livro todas as peculiaridades do povo sem forçosamente enaltecê-las, como já havia sido feito pelos Românticos — vide José de Alencar em Iracema. Além do evidente jeito malandro de ser do (anti-)herói, há inúmeras menções a maneiras de comportamento típicas da nossa nação, uma gramática muito próxima daquela que usamos na fala cotidiana e, também, reinvenções históricas muito cômicas como:
Então Maanape ficou com muito medo e jogou, truque! o herói no chão. Foi assim que Maanape com Piaimã inventaram o jogo sublime do truco.Ou:
Caiuanogue foi se chegando porém o herói fedia muito.
— Vá tomar banho! ela fez. E foi-se embora. Assim nasceu a expressão “Vá tomar banho!” que os brasileiros empregam se referindo a certos imigrantes europeus.
A única crítica que eu teria seria em relação à maior fonte de problemas
para Macunaíma
POUCA SAÚDE E MUITA SAÚVA, OS MALES DO BRASIL SÃO.