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O Mestre de Go, por Yasunari Kawabata | Leitura de Livro

Yasunari Kawabata é um vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1968. O Mestre de Go (1951) é um de seus livros mais icônicos pois popularizou Go e o deu ainda mais prestígio — apesar de que isso foi mútuo.

O título original do livro é Meijin (名人), que significa "mestre", "expert" ou "virtuoso". Durante o período Edo, Meijin era o título dado ao melhor jogador de Go do Japão, lugar ocupado frequentemente pelos chefes da escola Honinbo. Hoje, Meijin é um dos mais prestigiados torneios nacionais no Japão. Aqueles que o vencem repetidas vezes, recebem honorificamente o título de Meijin mais tarde.

A história do livro é quase real na verdade. Segue-se a despedida de um dos mestres do início dos anos 1900s, Honinbo Shusai (1874 - 1940), o último Honinbo, e Kitani Minoru (1909 - 1975) — no livro, Kitani é referenciado como Otaké na verdade, o que não deve ser confundido com seu futuro discípulo, Otake Hideo.

Pessoalmente, não sou tão fã deste livro, creio que há outros muito mais interessantes, como ou First Kyu, mas escolhi criar um artigo e vídeos para o meu canal de YouTube já que é um livro tão popular e de tanto prestígio. Além disso, o livro possui conotações bastante nacionalistas japonesas, o que causou o desagrado de, inclusive, Go Seigen — outro desagrado de Go Seigen é o fato de que o Honinbo Shusai abusou de seu prestígio para se enriquecer pessoalmente durante décadas, às custas da casa que representava.

O livro vale a pena de ser lido, no entanto, mesmo depois de feitas múltiplas objeções. O relato é uma linha fina entre documentarismo e poesia, algo bem típico da época no Japão, aparentemente. A descrição dos costumes e cultura japoneses é outro ponto forte que agrada a maioria dos leitores.

A partida jogada ao longo do livro é real e foi jogada nos arredores de 1938:

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Sem mais delongas, fique agora com a leitura dos capítulos 28, 29 e 30 — coloquei bastante texto com informações históricas nos vídeos, portanto, sugiro assistir ao vídeo mais de uma vez pelo menos, uma para aprender e outras para curtir simplesmente —: